SANTA CEIA!
SANTA CEIA!
Para
entender o significado completo da Ceia do Senhor, temos que examinar
cuidadosamente o que Jesus falou e fez na última ceia com seus
discípulos.
"ESTE É O MEU CORPO"
Todas as fontes
bíblicas dizem a mesma coisa sobre o que Jesus fez quando ele começou a
ceia (veja Mateus 26:26; Marcos 14:22; Lucas 22:19; 1 Coríntios
11:23-24).
Ele fez três coisas:
1. Ele pegou o pão
2. Ele agradeceu a Deus
3. Ele partiu o pão
Curiosamente, como vemos em Marcos 6;41 e Marcos 8:6, ele fez as mesmas
três coisas quando ele alimentou os cinco mil e os outros quatro mil.
De acordo com os quatro relatos da última ceia, o que ele disse quando
pegou o pão foi "este é o meu corpo". Há diferentes opiniões sobre o
significado preciso dessas palavras. Mas, o que é certo é que Jesus
estava indicando que ele daria o seu corpo em sacrifício para que nós
tivéssemos vida.
Isso se encontra mais claro em 1 Coríntios 11:24,
aonde esta escrito "Esse é o meu corpo que é entregue por vós" (ou em
alguns manuscritos mais antigos "Esse é o meu corpo que é partido por
vós").
"FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DE MIM"
De cara, essa
instrução pareceria o jeito que Jesus encontrou de dizer aos seus
seguidores que repetissem essa ação como um sacramento, ou uma cerimônia
religiosa, através dos tempos. Mas, como essa ordem só é encontrada em
Lucas 22:19 e 1 Coríntios 11:24, algumas pessoas argumentam que o Senhor
não tinha a intenção que aquela atitude fosse repetida. Será que este
argumento está correto? Provavelmente não.
Nós temos que lembrar que
todos os evangelhos foram escritos quando o partir do pão já era uma
prática comum na vida da igreja. Mateus e Marcos, no entanto, podem ter
achado desnecessário expressar a intenção de Jesus com essas palavras.
Mas mesmo entre os cristãos que concordam que Jesus queria que seus
seguidores observassem a ceia do Senhor como algo contínuo, há
diferentes opiniões quanto a interpretação dessas palavras.
Na
igreja católica romana, por exemplo, "faça isso" foi interpretado como
"ofereça isso", e a palavra "em memória" foi entendida como se indicando
uma representação do sacrifício de Cristo perante o Pai. Portanto na
teologia católica, a comunhão é uma espécie de repetição da morte de
Cristo. É considerado um sacrifício. A visão católica tem uma longa
tradição do seu lado. No século dois, escritores cristãos se referiam à
eucaristia como um "sacrifício". No entanto, protestantes tem
considerado geralmente uma outra visão.
Para os protestantes, a
comunhão não é para repetir o sacrifício de Cristo, mas para relembrar
com gratidão que Cristo nos amou a ponto de morrer por nós. Talvez as
posições dos católicos e dos protestantes não estão tão distantes uma da
outra como parece em primeira instância. Muitas afirmações dos
católicos romanos têm enfatizado o quanto o sacrifício de Cristo na cruz
é suficiente e completo.
E muitos estudiosos protestantes, apesar
de não quererem introduzir um entendimento sacrifical a ceia, enfatizam
que "em memória" é mais do que simplesmente se lembrar do que aconteceu
no passado. No pensamento bíblico, "em memória" normalmente envolve
fazer real no presente o que foi feito no passado (veja Salmos 98:3;
Eclesiastes 12:1).
"ESTE É O CÁLICE DA NOVA ALIANÇA"
Jesus pegou uma taça de vinho, deu graças e deu a seus discípulos para
que todos eles bebessem. Esse foi o mesmo jeito que ele fez quando
distribuiu o pão. Mas nas palavras Jesus falou do vinho, ele introduziu
um novo conceito na discussão sobre a aliança. Mateus e Marcos recordam
as palavras de Jesus como "isto é o meu sangue, o sangue da nova
aliança" (Mateus 26:28; Marcos 14:24). Lucas 22:20 fala "Este é o cálice
da Nova Aliança no meu sangue derramado por vós" e 1 Coríntios 11:25 é
semelhante a isso.
Todas essas referências à aliança nos levam de
volta ao ritual do Velho Testamento de fazer uma aliança (um acordo ou
tratado) com sacrifício, como na aliança entre Deus e Israel depois do
Êxodo (Êxodo 24:1-8). Eles também sugerem que a esperança de uma nova
aliança, descrita em Jeremias 31:31-34, foi realizada em Cristo.
"É DERRAMADO PARA PERDOAR OS PECADOS DE MUITOS"
O significado da morte de Cristo como um sacrifício está ligado com um
entendimento da páscoa e da aliança. No entanto, é importante que nós
reconheçamos que a ceia do Senhor também está ligada com o que Isaías 53
diz sobre o Servo sofrido do Senhor se colocou "por expiação do pecado"
(Isaías 53:10).
Lucas 22:37 inclui entre as palavras de Jesus:
"Porquanto vos digo que importa que se cumpra em mim isto que está
escrito: E com os malfeitores foi contado. Pois o que me diz respeito
tem seu cumprimento." O verso que Jesus cita - Isaías 53:12 - também diz
que "derramou a sua alma até a morte," e que ele ; "levou sobre si o
pecado de muitos". Mateus 26:28 diz que o sangue de Jesus foi "derramado
por muitos para remissão dos pecados". A taça da comunhão, então, deve
nos lembrar do sangue de Jesus derramado como uma oferta para cuidar de
nossos pecados.
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